Advogados suspeitos de invadir sistemas da Justiça e vazar informações ao PCC são alvos de operação do Gaeco
23/06/2026
(Foto: Reprodução) Advogados suspeitos de invadir sistemas da Justiça e vazar informações ao PCC são alvos de operação do Gaeco
Dois advogados foram presos em Taquaritinga (SP) e Jaboticabal (SP) nesta terça-feira (23) por suspeita de invadir sistemas informatizados da Justiça e vazar informações a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Eles foram alvos da Operação Backdoor, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo com apoio da Polícia Militar.
Segundo o Gaeco, os advogados acessavam ilegalmente processos protegidos por sigilo. Outros sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
As prisões dos advogados são temporárias e têm a duração de cinco dias.
Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp
Dados sigilosos entregues ao PCC
Ainda segundo o Gaeco, com as informações vazadas, parte dos alvos dos processos conseguiu fugir antes que as medidas determinadas pela Justiça fossem cumpridas contra eles, prejudicando a atuação das autoridades nas investigações. Muitos permanecem foragidos.
Segundo o Ministério Público, os advogados serviam como elo operacional entre o núcleo responsável por violar sistemas institucionais e os integrantes do PCC.
A investigação aponta que os suspeitos acessaram reiteradamente sistemas da Justiça utilizando credenciais funcionais de forma indevida. Eles não atuavam nos processos acessados.
“Eles [advogados] acessaram com uma senha (...), mas é um acesso ilegal e tiveram acesso a alguns inquéritos com informações sigilosas que normalmente, se estivessem com a senha deles, não teriam acesso”, diz o major da Polícia Militar Pablo Flora, que atuou na operação.
Polícia Militar cumpre mandados da Operação Backdoor em Jaboticabal e Taquaritinga
Divulgação
O objetivo desta fase da Operação Backdoor é identificar todos os envolvidos no esquema e reunir novas provas sobre a dinâmica do grupo.
O material apreendido nos mandados cumpridos nesta terça-feira será periciado.
O que diz a OAB
Em nota, o vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Ribeirão Preto (SP), Giulliano Maçonetto, informou que a Comissão de Direitos e Prerrogativas foi acionada e acompanha o cumprimento das diligências relativas à operação.
“A presença da Comissão visa garantir o cumprimento estrito das garantias constitucionais e o respeito às prerrogativas profissionais da advocacia previstas em lei. Até o momento, as diligências seguem em andamento e são conduzidas de forma regular e pacífica.”
Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão e Franca
Vídeos: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região
D