Augusto Cury critica privilégios a políticos no poder e diz ser alternativa: 'Nem picanha, nem fuzil'
03/10/2026
(Foto: Reprodução) Cury critica excesso de privilégios a políticos no poder e diz ser alternativa
O candidato à presidência da República Augusto Cury (Avante) criticou neste sábado (3) o excesso de privilégios dos políticos que estão no poder enquanto professores convivem com a falta de estrutura em sala de aula.
"O Lula da Silva tem 74 funcionários do Palácio da Alvorada na sua casa. O Flávio Bolsonaro tem mais de 40 assessores e quem paga a conta, quem paga a conta é o contribuinte. E um professor não tem um auxiliar dentro da sala de aula e ele tem o ouro da humanidade lá em sala de aula. Isso está errado, isso é uma vergonha", afirmou.
O escritor de 68 anos realizou seu último dia de campanha do primeiro turno das eleições 2026 em Colina (SP), cidade de 18,9 mil habitantes da região de Ribeirão Preto (SP) onde nasceu.
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Augusto Cury durante caminhada em Colina (SP)
Reprodução/EPTV
Durante a caminhada pelas ruas, ele abraçou apoiadores e visitou uma padaria, onde comeu pão com mortadela e lembrou da origem humilde. Cury disse ser uma alternativa aos candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto.
"Quero devolver o sonho para o brasileiro, porque é uma vergonha lá em Brasília, a elite política esqueceu da sociedade brasileira, as pessoas reais que precisam ser abraçadas. (...) O Brasil tem cura. Nem picanha, nem fuzil, é Cury para o Brasil."
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'O Brasil merece paz'
Durante entrevista coletiva, Augusto Cury voltou a criticar o cenário de polarização política no país e disse que sonha em ser presidente do Brasil para mudar a vida das pessoas.
"Voltei às minhas origens, onde meus sonhos, eles impactaram dezenas de milhões de pessoas em mais de 90 países. E agora eu sonho com a presidência da República. Não porque eu amo o poder, vou doar o meu salário, mas porque o Brasil merece paz. Só a paz é capaz de vencer o ódio da polarização", afirmou.
Segundo ele, se eleito, vai chamar os melhores especialistas para governar a nação, que vive um momento de colapso, nas palavras dele.
"Estou fazendo para que as crianças e adolescentes, bem como o comerciante, o agricultor, as famílias, essas mulheres possam ter um futuro nesse país, porque o Brasil está colapsando. Estamos derretendo econômica, eticamente, estamos derretendo socialmente. Nós precisamos voltar a sonhar."
Cury durante caminhada em Colina (SP)
Reprodução/EPTV
BNDES em dois e integração das polícias
No seu último dia de campanha no primeiro turno, Cury também prometeu dividir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em dois, com a criação de um Banco da Microempresa para financiar de 10 a 15 milhões de novos negócios.
"Há 17 milhões de pessoas morando nas comunidades. Elas precisam ser abraçadas", defendeu ao direcionar o crédito a jovens de periferia e estudantes da rede pública.
O candidato também propôs, na área da segurança pública, uma integração das polícias Federal, Militar, Civil e municipal com apoio de novas tecnologias e valorização salarial, além de mecanismos para proteção contra a violência de gênero, como drones e botões de pânico.
"Nem que for trazer o foguete do Elon Musk, as mulheres precisam ser protegidas", enfatizou.
No campo institucional, reforçou a ideia de acabar com a reeleição no Executivo e fixar mandatos de oito anos para ministros do STF. "Chega de alguém entrar com 40, 41 anos e ir embora com 75. Tem que ficar 8 anos", concluiu.
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